Beber leite piora a acne

Quem já leu meu livro, Confesso que Comi, sabe da minha aversão ao leite. Quem não leu, fica sabendo agora. O fato é que desde sempre detesto tudo o que diz respeito a essa “bebida”. Quando era criança, eu odiava o sabor e o cheiro dele simplesmente por saber que vinha da vaca – já desmamada da minha mãe, a ideia de beber um leite saído de outra teta me parecia no mínimo esquisito. 

Depois de adulta, meu asco em relação ao leite só aumentou quando li sobre seu modo de produção e de como nos deixamos enganar pela publicidade em relação aos seus benefícios para a saúde.

Por não gostar de nada disso e já informada sobre fontes saudáveis de cálcio, como tahine e brócolis, foi fácil deixar de beber leite, em 2008. A partir daí começaram a aparecer os efeitos dessa minha decisão.

Na foto de cima, eu em 2008, e, na foto abaixo, em 2016
Minha pele e minha expressão blasé em 2008 (na foto de cima) e agora, em 2016

Não só a rinite melhorou como a pele ficou mais bonita – me dei conta disso olhando minhas fotos antigas. Em tempo: nunca fiz tratamento estético (o máximo que faço é passar hidratante no rosto) e exames já constataram que os níveis de cálcio do meu corpo estão dentro do recomendado.

Claro, nunca tive problema grave de acne, ainda tenho cravos e, de vez em quando, aparece uma espinha aqui e outra ali, mas, de modo geral, a aparência da minha pele melhorou nesses últimos 8 anos sem leite. Deveria ser o contrário, né? A pele deveria ficar mais feia com o tempo. Mas…

Fui investigar pra saber se tal coisa é possível e descobri que sim, a exclusão do leite pode melhorar a acne.

Um estudo do Departamento de Nutrição de Harvard (clique aqui para ler a versão resumida em inglês) observou a relação entre leite e acne depois de analisar a alimentação de 47.355 mulheres: as consumiam mais leite, apresentavam mais acne.

Isso porque, segundo o estudo, a grande maioria do leite comercializado é proveniente de vacas grávidas, que produzem leite com altos níveis de hormônios, que, por sua vez, não desaparecem com a pasteurização e provocam o problema.

Não contente, conversei com Dra. Helua Mussa Gazi, dermatologista da Clínica Belle Santé, em São Paulo, e ela me confirmou que: “Leite e laticínios possuem uma grande quantidade de hormônios em sua composição que eleva a produção de sebo nas glândulas da pele”. Inclua aí o chocolate ao leite, tá? Porque o chocolate amargo consumido com moderação pode melhorar a qualidade da pele por conter boas doses de antioxidantes.

Outros alimentos e estados de saúde que pioram a acne

Além do leite e laticínios, a dermatologista apontou para outros alimentos que podem piorar o problema.

  • Alimentos industrializados, por conterem corantes, aromatizantes e, principalmente, açúcares que inflamam as células;
  • Alimentos com alto índice glicêmicos, como doces, tortas, balas e bolos, que aumentam os níveis de açúcares no sangue, contribuindo para o aparecimento de rugas, flacidez e espinhas na pele.
    E mais:
  • Alterações hormonais que ocorrem durante a gestação ou período menstrual;
  • Síndrome do ovário policístico;
  • Uso demasiado de produtos cosméticos com base oleosa, que podem obstruir os poros;
  • E estresse, por provocar um desequilíbrio hormonal que aumenta a fabricação de óleos pelas glândulas sebáceas.

Alimentação para combater a acne

Tudo isso me fez entender finalmente porque minha pele melhorou com o passar do tempo. Não só eliminei o leite como minha alimentação é baseada quase exclusivamente em cereais integrais, frutas e vegetais frescos, que, segundo Dra Helua, têm ação anti-inflamatória – tudo o que uma pessoa com acne precisa.

O ideal é investir em alimentos que possuem ação anti-inflamatória que ajudam na diminuição de acne, como aqueles ricos em ômega-3 e em betacaroteno”.

Fontes vegetais de ômega-3 são as sementes de linhaça e de chia. Já as melhores fontes de betacaroteno são: cenoura, abóbora, batata-doce, espinafre, couve, pimentão vermelho, mamão, caqui, manga, melão, melancia, damasco, goiaba e tangerina.

E não se esqueça de:

  • Beber água para ajudar na eliminação de toxinas;
  • Não espremer as espinhas para evitar cicatrizes;
  • Usar gel secativo recomendado pelo seu dermatologista para secar as espinhas;
  • Manter uma boa higiene do rosto: lave duas vezes ao dia a face com sabonete neutro e água corrente;
  • E não usar produtos indicados por quem não é dermatologista.
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