Documentário Dieta de gladiadores (The game changers), no Netflix

Dieta de gladiadores, título ruim em português para The Game Changers, exibido no canal Netflix (assista o trailer), é um documentário sobre nutrição esportiva que todo mundo deveria assistir, inclusive quem leva uma vida sedentária.

O filme mostra as descobertas de James Wilks, treinador de elite de forças militares especiais e vencedor do The Ultimate Fighter, em relação aos benefícios da alimentação vegetal para a performance e a recuperação de atletas profissionais de todo tipo de esporte – do maratonista ao halterofilista.

Para isso, James viaja por alguns países para entrevistar atletas veganos, cientistas e ícones culturais, como Arnold Schwarzenegger, que expõem mitos em relação a proteína animal, força e masculinidade. Em outras palavras: o filme mostra como é um enorme papo furado essa história de que para ter força muscular e resistência física a pessoa precisa comer carnes e ovo.

Papo furado porque, de acordo com o que é dito no documentário, a alimentação 100% vegetal acelera a recuperação dos atletas ao mesmo tempo que melhora a saúde do coração e alimenta direitinho o cérebro. Comer apenas alimentos de origem vegetal, integrais e frescos, é mais ou menos como dar um tipo de combustível limpo para o corpo.

Acredita-se o contrário, de que esportistas e machos precisam de carne para ter força e parecerem homens de verdade, por causa do marketing pesado da indústria da carne, que não só vem há anos nos bombardeando com publicidade pesada como financiou uma quantidade enorme de estudos científicos que concluíram que o consumo de seus produtos (carnes, ovos e laticínios) promovem saúde.

Detalhe que não passa batido no documentário: a indústria do tabaco fez a mesma coisa no passado, até que foi proibida de romantizar o cigarro em propagandas atraentes e obrigada a colocar fotos sinceras do que pode acontecer com você caso decida ser fumante.

Para quem é vegano, o documentário traz informações já bem sabidas, como o impacto do consumo de proteína animal para o meio ambiente e para a saúde, mas é interessante do mesmo jeito porque reforça o nosso veganismo. Eu me senti feliz comigo mesma, ainda mais segura da minha escolha alimentar e muito menos sozinha, apesar de só conviver com onívoros.

Ficha técnica
Duração: 88 minutos
Diretor: Louie Psihoyos, vencedor do Oscar 2010 na categoria melhor longa-metragem com A Enseada (The Cove)
Onde assistir: Netflix

10 motivos para usar o óleo de coco

1. Em receita salgada, ele casa perfeitamente com especiarias, como páprica, cominho e curry, dando um toque tropical e exótico a qualquer receita, principalmente sopas, refogados, arroz e tapioca.

Já em receita doce, ele substitui com saúde e sabor as margarinas vegetais e a manteiga. Também pode ser adicionado a vitaminas para dar uma cremosidade extra à bebida.

2. Ao contrário do azeite, que perde suas propriedades nutricionais quando é aquecido, o óleo de coco mantém todas as suas características benfeitoras mesmo quando é usado para fritar hambúrgueres e falafel, dourar cebola, assar abóbora, estourar pipoca…

3. Apesar de ele conter ácido láurico, que é um tipo de gordura saturada (aquela ruim para o coração e presente em carnes, ovos e laticínios), o óleo de coco consumido com moderação (no máximo uma colher de sopa por dia) vai trazer muitos benefícios para sua saúde.

4. Uma dessas melhorias do óleo de coco para a saúde é o aumento do colesterol bom (HDL), graças à presença do tal do ácido láurico.“Um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro concluiu que o consumo de uma colher de sopa do óleo de coco por dia garante aumento nos níveis de colesterol bom, o HDL, e ainda reduz a glicemia em indivíduos obesos”, contou a nutricionista funcional Gabriela Maia.

5. O óleo de coco também ajuda a fortalecer o sistema imunológico. Cientistas norte-americanos demonstraram que, quando ingerido, o óleo de coco libera uma substância (interleucina 2) que faz com que a medula óssea fabrique mais células brancas de defesa.

6. O óleo de coco também é fonte de vitamina E e antioxidantes que previnem o envelhecimento precoce e ajuda você a ter uma aparência mais jovem. Não se acabar no fumo, no álcool, na balada e no sol também ajudam.

7. Se você quer emagrecer, além de mudar algumas coisas na sua alimentação e mexer mais o bumbum, experimente incluir o óleo de coco no seu dia a dia. Segundo Gabriela, o óleo de coco não é o milagre do emagrecimento que todo mundo procura, “mas pode ajudar no processo devido à sua ação termogênica, de transformar as calorias em energia. Alem disso, ele retarda o esvaziamento gástrico, deixando a pessoa saciada por mais tempo”.

8. Graças ao ácido láurico, o óleo de coco parece ter ação anti-inflamatória, ajudando a diminuir a dor em quadros reumáticos, artrites e inflamações musculares.

9. Segundo a medicina tradicional indiana, o óleo de coco também é um refrescante natural, melhora a qualidade, o crescimento e a força dos cabelos, nutre os tecidos enfraquecidos, é um cicatrizante cutâneo e um afrodisíaco natural.

10. Externamente, ele pode ser empregado como cosmético. Fios de cabelo danificados, quebradiços e sem vida ganham nova textura e brilho com a aplicação de apenas algumas gotas nas pontas. Unhas e cutículas de mãos e pés também ganham hidratação e nutrição com o uso diário do óleo de coco.

“Aconselho o uso do óleo de coco na alimentação, nos tratamentos para couro cabeludo, na automassagem facial e corporal. E tenho obtido resultados excelentes, como aumento da elasticidade e rejuvenescimento da pele”, revelou a médica Núbia Piu Autran, especialista em Medicina Estética e praticante de Ayurveda.

Refogado de vegetais com coco 

Ingredientes

1 colher de sopa de óleo de coco

1 cenoura picada

1 batata grande picada

1 xícara de ervilha congelada

3 tomates grandes sem casca e picados

1 alho picado

1 cebola pequena picada

1/2 pimenta calabresa fresca sem semente e picada

1/2 xícara de leite de coco

Sal, salsinha e pimenta-do-reino a gosto

Preparo 

Frite o alho, a cebola e a pimenta calabresa no óleo de coco
Frite o alho, a cebola e a pimenta calabresa no óleo de coco
Quando a cebola e o alho dourarem, adicione o tomate picado e refogue por uns 3-4 minutos.
Quando a cebola e o alho dourarem, adicione o tomate picado, salgue a gosto e refogue por uns 3-4 minutos.
Acrescente a ervilha, a cenoura e a batata picadas. Mexa e deixe refogar por 2-3 minutos.
Acrescente a ervilha, a cenoura e a batata picadas. Mexa e deixe refogar por 2-3 minutos. Em seguida, adicione 1 xícara de água ou de caldo de legumes, abaixe o fogo e tampe a panela. Cozinhe por 15-20 minutos ou até os vegetais amolecerem. Se o líquido secar demais, acrescente mais um pouquinho de água ou de caldo de legumes.
Quando os vegetais estiverem cozidos, adicione o leite de coco e a salsinha. Tampe a panela e deixe refogar em fogo baixo por mais 5 minutos
Quando os vegetais estiverem cozidos, adicione o leite de coco e a salsinha. Tampe a panela e deixe refogar em fogo baixo por mais 5 minutos.
Acerte o sal, tempere com pimenta-do reino a gosto e sirva com arroz.
Em seguida, tempere com pimenta-do reino a gosto, veja se está ok de sal e sirva com arroz.

Meditação na cozinha (e uma cheesecake vegana)

Bem que eu gostaria de praticar a meditação mais vezes, mas disciplina não é muito meu forte. No ano passado, quando me prometi meditar com dia e horário marcados, vi minha capacidade de concentração aumentar depois de uns dois meses de prática.

Mas é aquela coisa… Com férias, viagem ao Brasil, isso e aquilo, a meditação foi ficando em segundo plano e hoje a pratico só uma vez por semana, durante as aulas de yoga.

Apesar de muita gente achar que meditação combina apenas com pessoas mais ligadas à espiritualidade, a prática vai além da proposta de autoconhecimento.

Um bom exemplo vem da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, onde os próprios alunos criaram um grupo de meditadores, com direito a nome e tudo: o HCMC (abreviação em inglês para Clube de Meditação da Escola de Harvard).

Conversei com o presidente do clube, o filósofo Jackson Kernion, e ele me disse que o objetivo do grupo é criar condições para os alunos viverem de modo mais atento, reflexivo e habilidoso, capazes de tomar decisões inteligentes e bem pensadas.

“Para mim meditação se trata menos de relaxamento e mais de concentração. Nós do HCMC não meditamos porque queremos atingir um estado mais elevado de relaxamento, mas sim porque queremos fortalecer nossos músculos cerebrais, nossa autoconsciência e capacidade de reflexão”, me escreveu Jackson por e-mail.

Lá em Harvard, eles praticam a meditação clássica: sentado, com os olhos fechados, você deve prestar atenção apenas na sua respiração, e não ficar pensando nas coisas que tem para fazer ou nos problemas da vida.

Particularmente, considero difícil a meditação clássica sentada-ereta-sem-pensar-em-nada, porque meus pensamentos sempre me levam para algum lugar. Sei que é uma questão de treino, mas se existem outras maneiras de meditar tão eficientes quanto essa, por que não?

Só para você ter uma ideia, em seu livro Novo Manual de Meditações (Ed. Tharpa Brasil), o monge Geshe Kelsang Gyatso ensina 21 tipos diferentes de meditação. As técnicas podem ser silenciosas, mas também com sons, movimentos, cores e visualizações.

Uma técnica que adoro é a meditação guiada, em que uma voz gravada ou ao vivo diz exatamente o que você tem que visualizar. Como, por exemplo, uma descida em um poço escuro, que termina em uma praia dourada onde uma gigante flor de lótus serve como berço para uma criança.

As visualizações normalmente mexem bastante com a fantasia do praticante e propõem até sensações, como frio, calor, vento no rosto ou a textura da areia fofa na palma do pé.

O fato é que depois que pratiquei esse tipo de meditação, chamada yoga nidra, minha consciência mudou. Às vezes, até quando estou cozinhando, minha mente entra em uma espécie de estado de transe.

Estou focada no que estou fazendo, óbvio, mas é como se não existisse mais nada com o que se preocupar. Sou apenas eu, respirando e fazendo algo de que gosto muito.

Isso aconteceu com bastante intensidade da última vez que fomos pra praia, enquanto eu cortava abobrinha para uma massa, e aqui em casa, durante o preparo dessa cheesecake de coco com calda de morango. Essa receita, aliás, vale muito a pena testar, assim como a prática da meditação.

Cheesecake de coco com calda de morango 

destaque

Antes de começar…. 

Deixe de molho em água quente 1 xícara de castanha-de-caju crua (sem sal). A castanha hidratada será usada para fazer o recheio.
Deixe de molho em água quente 1 xícara de castanha-de-caju crua (sem sal). A castanha hidratada será usada para fazer o recheio.

Ingredientes para a massa

Cerca de 10-15 biscoitos do tipo Maria (200 g)

2 ½ colheres sopa de óleo de coco líquido

Preparo da massa

Bata os biscoitos no liquidificador até virar uma farofa.
Bata os biscoitos no liquidificador até virar uma farofa.
Em seguida, adicione o óleo de coco e bata novamente
Em seguida, adicione o óleo de coco e bata novamente.
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Distribua a massa em forminhas de cupcake ou então em uma forma redonda de 18 cm. Nesse caso, adicionei a cada forminha uma colher e meia de sopa da farofa.
Aperte bem e leve para o forno a 180ºC por 5 a 10 minutos.
Aperte bem a massa com as mãos e leve a forma para o forno a 180ºC por 5 a 10 minutos.

Ingredientes para o recheio

1 xícara de castanha-de-caju hidratada e escorrida

Pitada de sal

½ colher de chá de extrato de baunilha

1/4 xícara de maple syrup ou 1 colher de sopa de açúcar demerara

1 ½ colheres de chá de maisena

1 colher de chá de ágar ágar (gelatina vegetal) em pó

200 ml de leite de coco

Suco de meio limão pequeno

Preparo do recheio

Coloque todos os ingredientes do recheio no liquidificador e bata...
Coloque todos os ingredientes do recheio no liquidificador e bata…
...até obter um creme bem homogêneo.
…até obter um creme bem homogêneo.
Leve esse creme para o fogo, em uma panelinha antiaderente, e vá mexendo sempre até engrossar. Isso acontece rápido, em menos de cinco minutos.
Leve esse creme para o fogo, em uma panelinha antiaderente, e vá mexendo sempre até engrossar. Isso acontece rápido, em menos de cinco minutos.
Distribua o recheio sobre a massa, que já deve estar assada e em temperatura ambiente. Não coloque recheio até a boca da forminha porque você ainda terá que colocar a cobertura.
Distribua o recheio sobre a massa, que já deve estar assada e em temperatura ambiente. Não coloque recheio até a boca da forminha porque você ainda terá que colocar a cobertura.

Ingredientes para a calda

2 xícaras de morangos congelados

1 ½ colher sopa de água

1 ½ colher sopa de maple syrup ou 1 colher de chá de açúcar demerara

½ colher sopa de suco de limão

½ colher chá de gelatina vegetal ágar ágar em pó

Preparo da calda

Leve os morangos congelados para uma panela antiaderente e, em fogo baixo.
Leve os morangos congelados para uma panela antiaderente e, em fogo baixo.
Vá mexendo os morangos até eles se desmancharem por completo. Em seguida, coe o suco e retorne-o para a panelinha com os outros ingredientes e mexa por 2 a 3 minutos.
Vá mexendo os morangos até eles se desmancharem por completo. Em seguida, coe o suco e retorne-o para a panelinha com os outros ingredientes e mexa por 2 a 3 minutos. Não despreze o que sobrar dos morangos coados – use-os para fazer vitamina com banana e leite de aveia ou outro leite de sua preferência.
Quando a calda esfriar, cubra as cheesecakes com ela e leve à geladeira por 8 horas. Para desenformar, espete uma faquinha bem afiada na lateral do doce e puxe-o para cima com cuidado.
Quando a calda esfriar, cubra as cheesecakes com ela e leve à geladeira por 8 horas. Para desenformar, espete uma faquinha bem afiada na lateral do doce e puxe-o para cima com cuidado.

Beber leite piora a acne

Quem já leu meu livro, Confesso que Comi, sabe da minha aversão ao leite. Quem não leu, fica sabendo agora. O fato é que desde sempre detesto tudo o que diz respeito a essa “bebida”. Quando era criança, eu odiava o sabor e o cheiro dele simplesmente por saber que vinha da vaca – já desmamada da minha mãe, a ideia de beber um leite saído de outra teta me parecia no mínimo esquisito. 

Depois de adulta, meu asco em relação ao leite só aumentou quando li sobre seu modo de produção e de como nos deixamos enganar pela publicidade em relação aos seus benefícios para a saúde.

Por não gostar de nada disso e já informada sobre fontes saudáveis de cálcio, como tahine e brócolis, foi fácil deixar de beber leite, em 2008. A partir daí começaram a aparecer os efeitos dessa minha decisão.

Na foto de cima, eu em 2008, e, na foto abaixo, em 2016
Minha pele e minha expressão blasé em 2008 (na foto de cima) e agora, em 2016

Não só a rinite melhorou como a pele ficou mais bonita – me dei conta disso olhando minhas fotos antigas. Em tempo: nunca fiz tratamento estético (o máximo que faço é passar hidratante no rosto) e exames já constataram que os níveis de cálcio do meu corpo estão dentro do recomendado.

Claro, nunca tive problema grave de acne, ainda tenho cravos e, de vez em quando, aparece uma espinha aqui e outra ali, mas, de modo geral, a aparência da minha pele melhorou nesses últimos 8 anos sem leite. Deveria ser o contrário, né? A pele deveria ficar mais feia com o tempo. Mas…

Fui investigar pra saber se tal coisa é possível e descobri que sim, a exclusão do leite pode melhorar a acne.

Um estudo do Departamento de Nutrição de Harvard (clique aqui para ler a versão resumida em inglês) observou a relação entre leite e acne depois de analisar a alimentação de 47.355 mulheres: as consumiam mais leite, apresentavam mais acne.

Isso porque, segundo o estudo, a grande maioria do leite comercializado é proveniente de vacas grávidas, que produzem leite com altos níveis de hormônios, que, por sua vez, não desaparecem com a pasteurização e provocam o problema.

Não contente, conversei com Dra. Helua Mussa Gazi, dermatologista da Clínica Belle Santé, em São Paulo, e ela me confirmou que: “Leite e laticínios possuem uma grande quantidade de hormônios em sua composição que eleva a produção de sebo nas glândulas da pele”. Inclua aí o chocolate ao leite, tá? Porque o chocolate amargo consumido com moderação pode melhorar a qualidade da pele por conter boas doses de antioxidantes.

Outros alimentos e estados de saúde que pioram a acne

Além do leite e laticínios, a dermatologista apontou para outros alimentos que podem piorar o problema.

  • Alimentos industrializados, por conterem corantes, aromatizantes e, principalmente, açúcares que inflamam as células;
  • Alimentos com alto índice glicêmicos, como doces, tortas, balas e bolos, que aumentam os níveis de açúcares no sangue, contribuindo para o aparecimento de rugas, flacidez e espinhas na pele.
    E mais:
  • Alterações hormonais que ocorrem durante a gestação ou período menstrual;
  • Síndrome do ovário policístico;
  • Uso demasiado de produtos cosméticos com base oleosa, que podem obstruir os poros;
  • E estresse, por provocar um desequilíbrio hormonal que aumenta a fabricação de óleos pelas glândulas sebáceas.

Alimentação para combater a acne

Tudo isso me fez entender finalmente porque minha pele melhorou com o passar do tempo. Não só eliminei o leite como minha alimentação é baseada quase exclusivamente em cereais integrais, frutas e vegetais frescos, que, segundo Dra Helua, têm ação anti-inflamatória – tudo o que uma pessoa com acne precisa.

O ideal é investir em alimentos que possuem ação anti-inflamatória que ajudam na diminuição de acne, como aqueles ricos em ômega-3 e em betacaroteno”.

Fontes vegetais de ômega-3 são as sementes de linhaça e de chia. Já as melhores fontes de betacaroteno são: cenoura, abóbora, batata-doce, espinafre, couve, pimentão vermelho, mamão, caqui, manga, melão, melancia, damasco, goiaba e tangerina.

E não se esqueça de:

  • Beber água para ajudar na eliminação de toxinas;
  • Não espremer as espinhas para evitar cicatrizes;
  • Usar gel secativo recomendado pelo seu dermatologista para secar as espinhas;
  • Manter uma boa higiene do rosto: lave duas vezes ao dia a face com sabonete neutro e água corrente;
  • E não usar produtos indicados por quem não é dermatologista.

Como foi passar a noite com o copinho menstrual

Acho que demorei pra comprar o coletor menstrual porque duvidava que ele funcionasse de verdade e porque não é um produto fácil de encontrar em qualquer farmácia ou supermercado. Tive que ir em um herbolário, pois não gosto de comprar coisas muito pessoais pela internet (outra opção de compra do coletor).

Bom, depois que uma amiga falou super bem dele, comprei e o estreei ontem. Durante o dia, nenhum problema, só mesmo a adaptação – aquele cabinho na parte de baixo é irritante, então o cortei praticamente todo e ficou perfeito.

Mas minha desconfiança ainda não tinha terminado, porque ele precisava ser testado à noite. Funcionou e já estou me lamentando de não ter comprado esse bendito copinho antes.

Além de não ter vazado nada nem de dia e nem de noite, ele não incomodou em nenhum momento – aliás, tem horas que dá até medo de o copinho ter sumido lá dentro porque não dá pra sentir nada mesmo.

Só bateu um “desesperinho” na hora de tirar, depois de 8 horas com o objeto de silicone lá dentro. Demorei alguns angustiantes minutos pra conseguir tirá-lo, por causa do vácuo que se forma. Mas acho que com o tempo e a prática, esse “problema” se resolverá.

O que talvez você gostaria de saber

Ele vaza?

Em mim não vazou, mas vi vídeos de mulheres falando que já aconteceu de vazar um pouquinho sim.

Os copinhos têm formas diferentes?

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Coletor da Mooncup

Sim. Comprei o da Mooncup, que tem uma borda mais reforçada do que o copinho da Inciclo, por exemplo, que me pareceu mais mole e delicado – talvez isso influencie em possíveis vazamentos.

Clique aqui para ver uma lista de onde encontrar o da Mooncup no Brasil. E aqui para acessar o site da Inciclo.

E se eu tiver que esvaziar o copinho em banheiro público?

Leve uma garrafinha d´água junto com você pra lavar o copinho dentro do banheiro. Lavou, tá novo.

Eu vou ter que encostar na minha menstruação?

Sim, o sangue é seu, não tem motivo pra ter nojo. O copinho também é uma boa opção pra gente conhecer melhor nossa pepeca por dentro e por fora.

Onde devo encaixá-lo?

Ao contrário dos absorventes internos, que devem ser encaixados mais no fundo, o copinho deve ficar próximo da abertura vaginal.

Tem perigo de transbordar?

Principalmente quem usa absorvente externo, tem a impressão de que a quantidade de sangue é gigantesca. No copinho, você vê que não é nada absurdo e que levaria bastante tempo pra enchê-lo por completo. Quem tem um fluxo muito intenso, deve esvaziar o copinho com mais frequência.

Com que frequência preciso esvaziá-lo?

Depende do seu fluxo. Os fabricantes aconselham não ficar com o copinho por mais de 12 horas seguidas e esvaziá-lo a cada 4 ou 8 horas.

Como faço pra limpá-lo?

Lave em água corrente toda vez que esvaziá-lo e, entre uma menstruação e outra, higienize-o em uma panela exclusiva pra ele. Ferva o copinho com água por 5 minutos.

Quanto tempo dura o copinho?

Uns 10 anos mais ou menos.

Não é caro?

Obviamente não é de graça, mas o custo-benefício é excelente. Vou pegar meu exemplo: gastei 30 euros no meu (uns 120 reais). Por mês, eu gastava uns 8,50 reais com pacote de absorvente – 102 reais por ano ou 1.020 reais em 10 anos, mesmo período de validade do coletor. Ou seja, se o copinho durar esses 10 anos, como o fabricante promete, vou economizar no mínimo uns 900 reais.

E ainda tem a conta ambiental, que também é interessante fazer. Dizem que, durante sua vida fértil, uma mulher joga no lixo uns 10 mil absorventes, produto que demora cerca de 100 anos para se decompor na natureza. Calculei o quanto já descartei de absorvente e, de fato, os números são altos.

Em média, até o mês passado, eu usava 8 absorventes por mês ou 96 unidades por ano. Isso significa que nos atuais 22 anos de ciclo menstrual (tenho 36 e tive o primeiro ciclo aos 14), eu, sozinha, descartei no meio ambiente 2.112 absorventes, além das suas respectivas embalagens. Sem falar do período em que sofri com o fluxo intenso por causa do mioma no útero. Eu chegava a usar até dois pacotes de absorventes por dia.

Como saber qual tamanho de copinho devo comprar?

São dois tamanhos universais de coletores.
Tamanho A: para mulheres com mais 30 anos sem filhos ou com menos de 30 anos que já tiveram filhos.
Tamanho B: para mulheres com menos de 30 anos sem filhos.

Onde encontro mais informações?

No Youtube, tem vários vídeos com depoimento de mulheres que usaram e, no Facebook,  a comunidade Coletores Brasil – menstrual cups.

Vegetarianismo reduz a necessidade de remédio

Acontece comigo. Depois de ter excluído os produtos de origem animal da vida, faz tempo que não sei o que é ficar doente, com dor de cabeça, padecendo de resfriado, febre, gripe, cólica ou implorando por remédios. Que eu me lembre, a última vez que tive febre foi em 2013, quando a dengue me atacou durante uma desastrosa viagem ao Brasil.

Tirando esse episódio, de modo geral minha saúde é bastante ok e estou quase convencida de que isso tem a ver com meu alto consumo de vegetais.

De fato, tem quem diga que a alimentação vegetariana, mais especificamente a vegana, rica em alimentos orgânicos, frescos e crus, pode até mesmo dispensar a necessidade de alguns medicamentos.

vegetais
Alimentação baseada em alimentos de origem vegetal pode reduzir a necessidade de remédio

“Colesterol, diabetes, problemas cardíacos, artrite e infecções na pele são doenças influenciadas pelo tipo de dieta. 18 dias de alimentação vegana combinada com ingestão de água (8 a 10 copos por dia), exercícios físicos ao ar livre, menos estresse e mais espiritualidade podem diminuir a necessidade de medicamentos pela metade ou simplesmente eliminá-los da vida de um paciente, dependendo do estado de saúde, me disse a médica Dra. Roby Sherman, responsável pelo Wildwood Lifestyle Center and Hospital, na Geórgia (EUA).

Milagre? Mito? Pela minha experiência até agora, eu diria que não. Dra. Roby explicou que isso é possível porque verduras, legumes, castanhas, cereais integrais e frutas são alimentos ricos em fitoquímicos, que têm efeito anti-inflamatório no organismo, acalmando o corpo e a mente.

Eu quero re-mé-dio!

Acontece que muitas vezes as pessoas veem os remédios como uma muleta que deve ser carregada até o fim da vida. Talvez porque seja mais fácil remediar um problema do que se esforçar para mudar um hábito ruim.

Para o médico Wanderley Bernardo, coordenador do Projeto Diretrizes, isso é bastante comum entre pacientes que tomam remédio para o colesterol alto. Segundo ele, se o paciente não muda o estilo de vida, com alimentação saudável e exercícios, a única coisa que o medicamento fará é mascarar o problema, porque esse tipo de remédio atua apenas no colesterol circulante e não naquele grudado nas artérias.

“Reduzir colesterol não necessariamente diminui os riscos do problema, mas o mercado adora essa cultura de utilizar substâncias. Daí acaba-se indicando um remédio em vez de reduzir fatores de risco, como obesidade, tabagismo, estresse, falta de atividade física e má alimentação. De cada 150 pessoas que recebem medicação para colesterol, o risco de infarto e derrame diminui para apenas uma”.

Por que os sintomas da rinite melhoram com a exclusão dos laticínios

Ainda tenho algumas crises de espirro quando sinto um cheiro muito forte, como perfumes (baratos e caros), ou quando entro em algum lugar com muita poeira e mofo. Mas, depois do veganismo, minha rinite melhorou uns 95,7%. E eu não fui abençoada com nenhum milagre, simplesmente deixei de comer queijos e de beber leite.

Não melhorei completamente porque a única coisa que nós, “riniteiros”, podemos fazer é controlar os sintomas. Isso se faz evitando os agentes causadores das crises alérgicas, como pó e perfume forte, tomando vacina, remédio ou eliminando os laticínios. Eu fiquei com a última opção (e também sou meio neurótica com o pó em casa), mas nunca ninguém tinha me falado sobre a relação entre rinite e alimentação. Aprendi sobre isso por acaso, escrevendo uma reportagem para a Revista dos Vegetarianos.

Por que leite e queijo pioram a rinite? 

O consumo de laticínios piora a rinite porque aumenta a produção de muco
O consumo de laticínios piora a rinite porque aumenta a produção de muco

O corpo produz muco por si só. O que é ótimo para a saúde, porque essa substância pegajosa serve para hidratar o pulmão, lubrificar o esôfago, reter e eliminar micro-organismos que entram pelas vias aéreas, entre outras coisas. Ou seja, em quantidades normais, o muco é uma mão na roda para o sistema imunológico.

O problema é quando o corpo começa a produzir muco demais. Isso pode acontecer quando a pessoa consome leite e derivados em excesso, por exemplo, pois os produtos lácteos causam um aumento na produção de muco ou engrossam o catarro existente. Além disso, me explicou a nutricionista Priscila Di Ciero, o leite tem muitas moléculas que conseguem atravessar e desequilibrar a mucosa intestinal.

O organismo entende então que essas moléculas são substâncias estranhas e, portanto, devem ser combatidas e eliminadas. “As reações subsequentes desencadeiam aumento de produção de muco. E isso se deve às proteínas encontradas no leite de vaca que passam para a circulação sem serem devidamente digeridas”.

Por que você nunca ouviu falar disso antes?

Colunista do Huffington Post e autora do blog Healthy Eating Rocks, a nutricionista americana Carole Bartolotto me disse que é possível ter uma melhora significativa da rinite depois de dois meses sem consumir nada de leite e derivados. E me contou porque até então eu nunca tinha ouvido falar dos malefícios dos laticínios.

O lobby da indústria leiteira é muito forte. Leite e derivados são mencionados de maneira positiva em textos acadêmicos nas faculdades de nutrição. Porém, essas pesquisas foram financiadas pela indústria leiteira, assim como conferências para profissionais da saúde. Como nutricionista, por anos fui inundada com informações e publicidade sobre os benefícios do leite. Por isso, sei que muitos médicos não têm informação suficiente para dizer que os laticínios fazem mal. Além disso, muitos deles não entendem o impacto que a alimentação tem na saúde e no desenvolvimento de doenças”.

E o cálcio?

De fato, a gente cresceu ouvindo que leite e derivados são as únicas fontes confiáveis de cálcio, nutriente fundamental para os ossos. Por isso, sempre fica a dúvida: se devo eliminá-los da minha alimentação para melhorar a rinite, como faço pra manter a saúde dos meus ossos?

O cálcio presente no brócolis é melhor absorvido pelo organismo do que o cálcio dos laticínios
O cálcio presente no brócolis é melhor absorvido pelo organismo do que o cálcio dos laticínios

Pra resumir: boas fontes de cálcio são tofu, amêndoa, agrião, brócolis, couve, gergelim, ameixa seca, aveia, lentilha, espinafre e açaí. O cálcio do brócolis, aliás, o organismo consegue absorver melhor até do que o cálcio dos laticínios.

 

Dificuldades em digerir fibras? A água resolve

Todo mundo fala que a gente precisa comer fibras porque elas ajudam o intestino, protegem o coração, saciam mais e, portanto, são indicadas para quem precisa perder peso. Mas quase ninguém alerta para um detalhe: se você não está acostumado e comer muita fibra assim, de um dia pro outro, o efeito poderá ser o contrário: seu intestino vai travar. A não ser que você aumente também a ingestão de água.

A recomendação diária de fibras é de 25 g a 30 g por dia. Pra chegar a isso, em um dia, você deve comer, por exemplo, 50 g de cereal tipo All Bran, 1 pera, 100 g de brócolis, 50 g de amêndoas, 1 maçã e 50 g de ervilhas. Parece pouca coisa, mas muita gente não consegue chegar nem ao mínimo recomendado – com exceção de quem transita pelo vegetarianismo.

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Inclua aos poucos os alimentos ricos em fibra na sua alimentação para não sofrer com desconfortos, como inchaço da barriga

Agora, imagine que você não tem o hábito de incluir alimentos ricos em fibra na sua alimentação e, de repente, passa a comer os 30 g diários ou até mais. Seu intestino vai notar a mudança e, em alguns casos, ele pode mandar sinais sonoros de que tem fibra demais por ali. Alberto, meu marido onívoro, não come tudo o que como de fibras porque ele já percebeu que quando consome muitos vegetais, além das frutas que ele tanto gosta, o efeito é péssimo: a barriga dele incha como um balão de aniversário. Outra colega (também onívora) sofre do mesmo problema, mas com as leguminosas.

Certa vez, a nutricionista Astrid Pfeiffer me explicou que as fibras fermentam durante a digestão, o que pode resultar em efeitos indesejáveis. “Como as fibras são como as vassouras, que varrem a sujeira do corpo para fora, elas precisam de água para ajudar nesse processo. Caso contrário, as fibras podem até prender o intestino e machucá-lo, causando cólicas abdominais. Por isso, os alimentos ricos em fibra devem ser incorporados na alimentação aos poucos”, ensina.

Outra coisa importante a saber é que essa história de beber 2 litros de água por dia é questionável. O certo é calcular 40 ml  de água por quilo de peso. Então, uma pessoa de 60 kg deve beber, em média, 2,4 litros de água para se manter hidratada e ajudar as fibras a fazerem seu serviço como se deve.

Gatos e gestantes podem conviver em paz

Nunca vi um animal doméstico tão estigmatizado quanto o gato. Não só ele é classificado como interesseiro e azarento por muita gente mal informada, como ainda é protagonista de uma musiquinha infantil bem infeliz, que instiga a violência nas crianças. E pior: é acusado de transmissor de doença. Estou falando da toxoplasmose, doença que o gato pode transmitir para gestantes.

Se você é amante dos gatos, está grávida e com dúvidas, a Dra. Tatiani Camargo, especialista em felinos, do Vet Quality Centro Veterinário 24h, em São Paulo, explica mais sobre isso.

Casa Vegana: Dra.Tatiani, o que é a toxoplasmose?

Tatiani Camargo: É uma doença sistêmica causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, parasita que o gato doméstico tem como seu hospedeiro definitivo.

CS: O que ela causa?

TC: A maior parte das infecções causadas por esse problema é assintomática ou passa por uma gripe branda. Contudo, quando há um comprometimento imunológico, a doença pode se agravar para quadros mais graves, com acometimento neuro e oftalmológico. Em gestantes que contraem a infecção primária, o parasita pode atravessar a placenta e infectar o feto, ocasionando neste último graves alterações neurológicas ou até o abortamento.

CS: E os gatos com isso?

TC: Os gatos são os únicos que excretam, nas fezes, a forma contaminante do parasita.

CS: Só eles transmitem essa doença?

TC: Não, a maior parte da infecção de humanos é devido ao consumo de carne de animais infectados quando consumida pouco cozida ou em alimento que tenha sofrido contaminação de carne crua, sendo a carne suína, ovina, caprina e de aves a principal fonte de infecção.

CS: Então, é seguro para uma gestante ter gato em casa?

TC: Sim. As fezes dos gatos necessitam de aproximadamente 24-72 horas em temperatura ambiente para se tornarem infecciosas. Ou seja, a remoção diária e o descarte apropriado das fezes da caixa sanitária do gato impedirão o desenvolvimento do estágio infeccioso e a ocorrência da doença mesmo se estiverem sendo eliminados oocistos, o que pode ocorrer apenas por 3 semanas após a infecção primária do felino.

Assim, desde que haja bom senso e cuidados com higiene, a chance de infecção da mãe gestante é praticamente nula. Ainda contribui para isso o fato de o gato se limpar constantemente, impedindo que o oocisto tenha tempo de se tornar infectante. Dessa forma, é possível afirmar que é perfeitamente seguro que uma gestante possua um gato de estimação, no que tange a contaminação pelo Toxoplasma.

CS: Quais outros cuidados a gestante deve tomar?

TC: A chance de infecção é sabidamente ínfima, sendo o consumo de alimentos contaminados um fator de risco muito mais significativo. Recomenda-se, por excesso de cautela, que a gestante evite o contato com as fezes dos gatos, deixando essa tarefa para outra pessoa. Contudo, se não houver essa possibilidade, basta que ela use luvas, troque a caixa mais de uma vez por dia e lave as mãos de maneira rigorosa após a manipulação do gato ou de qualquer coisa potencialmente contaminada pelas suas fezes.

Outras formas de a gestante prevenir a doença consistem em evitar contato com o solo, por conta da possibilidade de contaminação. Luvas devem ser utilizadas para lidar com horticultura e vegetais devem ser rigorosamente lavados. Se tiver de manipular carne crua, a gestante deve ser meticulosa quanto a limpeza de suas mãos e dos utensílios e superfícies da cozinha, durante e após o preparo.

CS: E em relação ao gato, dá pra evitar que ele se contamine com a toxoplasmose?

TC: Para evitar que seu gato seja infectado pela toxoplasmose é importante que eles sejam sempre alimentados com ração comercial ou com alimentos bem cozidos. Não deve ser fornecida carne crua (independente da espécie de origem), vísceras ou ossos. Ainda, é conveniente que os gatos sejam mantidos dentro de casa, visando impedir que pratiquem caça ou revirem lixos.

Agora que a Dra. Tatiani explicou tudo sobre o assunto, deixo a versão fofa e correta da famosa musiquinha infantil para mamães e papais criarem, desde cedo, crianças mais amorosas com os animais.

 

Delicioso suco cura ressaca

Já aconteceu várias vezes de eu ir a encontro entre amigos e ter nada ou muito pouco para comer. No último deles (aniversário de uma amiga do marido), me restaram a salada de alface, algumas frutas e vinhos. Como alface não combina com conversa de festa (quem é que quer o alfação verde lá no meio do dente, né?), ignorei meu fígado e bebi mais do que comi. O resultado no dia seguinte não poderia ter sido outro: ressaca.

Depois de passar metade do dia sofrendo com o mal-estar generalizado, decidi aceitar a revolta do meu fígado e fiz aquilo que aconselho sempre, ou seja, sentir o que o corpo está pedindo. A tentativa atrapalhada de criar um diálogo com meu fígado deu certo e a resposta veio em poucos minutos: suco natural de maçã (imaginei que aquele fosse o pedido dele porque me bateu uma vontade enorme do sabor da maçã).

Te juro que me senti outra depois daquela bebida, que incrementei com folhas de hortelã e suco de limão. A partir de então, o suco cura ressaca virou rotina aqui em casa. Não porque costumamos nos embebedar (já se passaram mais de seis meses desde aquela festa), mas sim porque, além de curativo, esse suco é delicioso. Bem ao contrário daqueles chás amargos que a sabedoria popular propõe pra cuidar do fígado, como o chá de boldo.

Como amo investigar a interação da comida com o corpo, pesquisei sobre os benefícios da maçã, do limão e do hortelã, e descobri o que meu fígado aparentemente já sabia: estes três ingredientes descongestionam esse órgão, aliviam infecções e alcalinizam o sangue. Moral da história? Nunca desdenhe do alface.

suco cura ressaca

Ingredientes
2 maçãs vermelhas e maduras, de preferência orgânicas
Suco de ½ limão taiti pequeno ou de 1 limão siciliano grande
10 ou mais folhas frescas de hortelã

Preparo: Lave e pique as maçãs (retire o miolo e deixe a casca), coloque-as no liquidificador junto com o suco do limão e as folhas de hortelã e cubra com água mineral. Bata por cinco minutos, coe e beba em seguida. Se quiser potencializar a ação desintoxicante deste suco, antes de bater, adicione lascas de gengibre a gosto.

Rende: 4 copos

Cubra tudo com água mineral
bata e coa
Bata, coe e beba em seguida