Meus 7 restaurantes preferidos em Milão

Vira e mexe alguém me pede sugestão de onde comer vegano em Milão. Pra esses, indico aqui os meus 7 restaurantes preferidos.

Pizza com molho de tomate, cebola roxa e patê de azeitona
Pizza Ok em versão vegana: molho de tomate, cebola roxa e patê de azeitona

Pizza Ok
Quando a pizza é boa em Milão, não tem dieta que me segure. Uma das pizzarias que mais gosto é a Pizza Ok, que tem mais de 90 sabores diferentes no cardápio – todas de massa finíssima e enormes 40 cm de diâmetro.

Dica: Mesmo com tantas opções de sabores, nenhuma pizza é vegana. Mas dá pra se virar numa boa. É só pedir para tirar o queijo de alguns dos sabores preparados com vegetais, como a ortolana (espinafre, abobrinha, berinjela, pimentão, rúcula e molho de tomate). As pizzas custam em média 7 Euros.
Endereço: Via Lambro, 15.

 

Entrada do Veccia Latteria que oferece refeições vegetarianas desde 1950
Entrada do Veccia Latteria que oferece refeições vegetarianas desde 1950

Vecchia Latteria
Inaugurado nos anos de 1950, o pequeno estabelecimento vegetariano oferece opções veganas e receitas tradicionais italianas como massas, risotos e berinjela à parmegiana.

Dica: Como o restaurante é minúsculo, chegue cedo para conseguir lugar durante o almoço. Em média, duas pessoas gastam 35 Euros.
Endereço: Via dell´Unione, 6 – pertinho do Duomo, no centro.

 

Junk food vegana e árabe, no Nun, porque às vezes é gostoso
Junk food vegana e árabe, no Nun, porque às vezes é gostoso

Nun
Em Milão vale a pena sair do básico macarrão e pizza e experimentar outras propostas. Como os sanduíches da Nun, que revistou a culinária árabe e virou point de muita gente descolada que frequenta o bairro de Porta Venezia, onde fica a lanchonete.

Dica: Peça pelo sanduíche vegano (5,40 Euros), feito com falafel, patê de berinjela, alface e alcaparra. Bebida e ingredientes extras são cobrados à parte.
Endereço: Via Lazzaro Spallanzani, 36.

 

A comida no Wang Jiao não é veg, mas as opções veganas, como verdura sem coração, são divinas
A comida no Wang Jiao não é veg, mas as opções veganas, como verdura sem coração, são divinas

Wang Jiao
A moda em Milão são os restaurantes asiáticos. O meu preferido é o Wang Jiao, frequentado por moderninhos, jornalistas e modelos. Cervejas chinesas e pratos bem temperados de nome inusitado, como verduras sem coração, são servidos a preço razoável, em média 15 Euros por pessoa. Recomenda-se reserva.

Dica: O restaurante serve carnes e peixes, mas pratos como berinjela apimentada, ravióli de verdura cozido no vapor e tofu com molho de soja e castanha-de-caju são excelentes.
Endereço: Via Felice Casati, 7. Tel: 02 8728 0596.

 

A melhor sorveteria de Milão é sem dúvida a Gelato Giusto, que não usa corantes, aromas artificiais nem gordura hidrogenada nos sorvetes (muitos deles veganos)
A melhor sorveteria de Milão é sem dúvida a Gelato Giusto, que não usa corantes, aromas artificiais nem gordura hidrogenada nos sorvetes (muitos deles veganos)

Gelato Giusto
Gelato italiano é irresistível até no inverno, principalmente os sorvetes artesanais da Gelato Giusto. Sabores como limão com tomilho, flor de manjericão e laranja, aparecem só em algumas estações do ano, mas clássicos como sorbet de chocolate (vegano) nunca faltam.

Dica: Pergunte pelos sabores que não levam leite. Duas bolas saem por 2,50 Euros.
Endereço: Via San Gregorio, 17

 

O Alhambra é comandado por um simpático casal africano, Salvatore e Elena
Alhambra é comandado por um simpático casal africano, Salvatore e Elena

Alhambra
Exatamente ao lado do Gelato Giusto fica este restaurante vegano que todo mundo deveria conhecer. Além do atendimento simpático e do preço baixo, a comida de inspiração africana é deliciosa. Perto dali, virando a esquina, fica o Alhambra Café, onde você pode tomar um chá e comer bolos e tortas veganos bem bons.

Dica: Tanto o bar quanto o restaurante funcionam para almoço e jantar. Se o espaço do restaurante estiver lotado, vá para o bar porque eles levam o seu prato até lá.
Endereço: (do restaurante) Via San Gregorio, 17 (sim, é o mesmo número cívico do Gelato Giusto). Já o endereço do bar é Via Alessandro Tadino 17

 

O prato vegano do árabe Mido é bem farto
O prato vegano do árabe Mido é bem farto

Mido
Comida árabe em versão vegana ou sem glúten por cerca 20 Euros. No salão fica o egípcio Raafat e, na cozinha, sua esposa Maha, que prepara o melhor homus de todos.

Dica: Vá com fome porque as porções são generosas.
Endereço: Via Pietro Custodi, 4

Milão ganha a primeira creche vegana da Itália

Federica (sentada) e sua mãe, Tiziana, na creche Naturà
Federica (sentada) e sua mãe, Tiziana, na creche Naturà, em Milão (Itália)

Para surpresa e alívio de pais vegetarianos que vivem em Milão, em novembro de 2015, a cidade ganhou a primeira creche vegana da Itália, a Naturà.

Idealizadora do espaço, a italiana Federica Berrobianchi, de 27 anos (quase quatro de veganismo), é quem comanda sozinha a creche familiar – na Itália, creches familiares são aquelas em que o educador recebe até cinco crianças de 0 a 3 anos na própria casa, adaptada para tal atividade.

Formada em Ciência da Educação e da Formação, com cursos de especialização nas mais diversas áreas, como primeiros socorros pediátricos, massagem infantil e até clown, é Federica quem recebe os pimpolhos, quem cozinha, os alimenta, brinca, conta historinhas, canta, dá banho, troca fralda e zela pelo sono dos pequenos.

O diploma e os certificados dos mais diferentes cursos frequentados por Federica para atender melhor as crianças ficam na entrada da creche
O diploma e os certificados dos mais diferentes cursos frequentados por Federica ficam na entrada da creche

O bacana disso tudo é que por trás de cada uma dessas atividades estão embutidos valores de respeito aos animais e ao meio ambiente. Além das refeições preparadas com ingredientes vegetais, orgânicos e produzidos localmente, Federica faz a limpeza da casa, dos pratos e das panelas com produtos naturais, como bicarbonato de sódio, vinagre, limão e detergentes caseiros, e ainda dispensa fraldas descartáveis. No lugar delas, a educadora utiliza fraldas de pano ecológicas devidamente identificadas.

Na creche, as crianças usam fraldas ecológicas, de pano, para assim diminuir o volume de lixo
Em vez de fraldas descartáveis, as crianças usam fraldas ecológicas, de pano, para produzir menos lixo

“Fiz toalhas, paninhos e fraldas de pano de cinco cores diferentes – amarelo, vermelho, verde, azul e roxo – porque assim cada criança tem sua cor específica e as fraldas e toalhas nunca passam de um pra outro”, me contou Tiziana Berrobianchi, a mãe de Federica que me recebeu na casa da filha, enquanto a moça atendia os pais que chegavam para a reunião bimestral com o nutricionista Dr. Mauro Favruzzo, especializado em alimentação vegana para adultos e crianças.

Cada uma das crianças tem toalha, paninhos e fraldas de uma cor específica
Cada criança tem paninho e copo de uma cor específica

Além de tirar dúvidas dos pais em relação à alimentação, Dr. Mauro, que também é vegano, ajuda Federica a montar o cardápio de modo que as refeições atendam às necessidades nutricionais dos pequenos.

Juntos, os dois programam um menu semanal que conta com almoço e dois lanches (um pela manhã e outro à tarde) diários – tudo previamente comunicado aos pais, que já sabem o que os filhos comerão na semana antes mesmo de ela começar. Entre os pratos principais do almoço aparecem nhoque com pesto, sopa de legumes, risoto e outros pratos tradicionais italianos em versão vegana.

Segundo Federica, os brinquedos são todos feitos com madeira certificada e tratados com verniz atóxico
A cozinha de brinquedo também serve para Federica ensinar sobre os alimentos

E por incrível que pareça, das cinco crianças que Federica recebe atualmente, somente uma vem de uma mãe vegetariana, que confessou estar vivendo um conflito com o marido onívoro. “Essas reuniões com o nutricionista na creche me ajudam a ter mais informação porque meu marido acha que o nosso filho pode ficar doente se não comer carne”. Já outra mãe, onívora, me disse que procurou os serviços de Federica porque a educadora oferece alimentos orgânicos. “Em casa, a gente só come orgânico e queríamos que nossa filha de sete meses se alimentasse dessa maneira também fora de casa”, explicou.

A mensalidade da Naturà depende do horário de entrada e saída, mas varia entre 500 e 160 Euros (mais ou menos entre R$ 2.ooo e R$ 640) mais taxas diárias que variam entre 9 e 3 Euros (R$ 36 e R$ 12), que só são cobradas nos dias em que a criança é deixada na creche. Para quem quiser saber mais sobre como a creche funciona, o site (em italiano) é nidonatura.com.

Por que é melhor comer os alimentos de época e como se alimentar no outono

Muitos médicos, nutricionistas e chefs, que entrevistei nesses meus oito anos de jornalismo em saúde, me falaram sobre a importância de consumir os alimentos que estão na época. Segundo esses especialistas, quando o alimento está na sua safra, ele tem mais nutrientes do que quando está fora de época, fica mais bonito, mais cheiroso e mais resistente contra pragas – por este motivo, o agricultor não precisa usar muito agrotóxico. Sem contar que o produto também fica mais barato. O preço, aliás, é um bom indicador para saber se o alimento está numa época boa ou não. Outro canal é o site da central de abastecimento (CEASA) do seu Estado. Para quem está em São Paulo, o site da Ceagesp tem uma lista prontinha com a época melhor dos alimentos – confira nesse link aqui: http://bit.ly/1jxWxyS.

Na Itália, não tem esse lance de preço. Por aqui, quando vou à feira, só encontro os alimentos de safra. Jamais vou chegar na barraca da Maria, minha feirante preferida, e encontrar aspargos frescos durante os meses de inverno. A época deles é agora, na primavera. Por isso, nesse último mês, me esbaldei e continuo me esbaldando com aspargos, flor de abobrinha e alcachofra. Também tem bastante damasco fresco, morango, pêssego e nêspera. Em outubro, pleno outono europeu, esses alimentos já terão desaparecido da feira e terão dado lugar a outros também bem gostosos, como romã, abóbora, figo, pera, caqui, radicchio, entre outros. Claro, alguns itens básicos, como cebola, batata e cenoura, têm o ano todo, mas esses mais específicos que citei, não.

Aspargos, flor de abobrinha e alcachofra só na primavera europeia
Aspargos, flor de abobrinha e alcachofra só na primavera europeia

Pensando sobre isso, com aquele meu jeito meio romântico em analisar as coisas, cheguei à conclusão de que a natureza oferece os alimentos de acordo com as nossas necessidades em cada época do ano. Faz sentido e é muito bonito, porque significa que fazemos sim parte de um ecossistema incrível, apesar de termos nos distanciado tanto da natureza a ponto de muita gente achar que o meio ambiente é uma coisa e os seres humanos são outra completamente diferente.

Conceição Trucom, química, autora de vários livros e do site Doce Limão, confirmou essa minha reflexão romântica. Ela disse que é importante conhecer as épocas da colheita de cada alimento, porque suas propriedades medicinais sustentam a vitalidade dos órgãos do corpo humano que estão mais vulneráveis em cada estação. Ou seja, os alimentos de época estão plenos de nutrientes que podem prevenir aqueles probleminhas de saúde típicos das estações, como resfriado no outono e no inverno, a rinite na primavera (eu curei a minha excluindo o leite e os laticínios da minha vida, mas depois falo mais sobre isso) e a moleza no verão.

Como se alimentar no outono
Como agora é outono aí no Brasil, além do consumo dos alimentos típicos dessa época, a nutricionista Marise Berg, do Prãna Spa, recomendou uma alimentação quente, úmida e com predomínio dos alimentos levemente cozidos, com adição de óleos do bem, como o azeite, o óleo de linhaça e o óleo de coco. Também se deve beber líquidos mornos (chás de ervas frescas) e comer bastante cereais integrais, ricos em fibras. Se você gosta de pimenta, o outono é uma boa época para usá-la. Tudo isso ajuda a preparar o corpo para a estação seguinte, o inverno, quando as temperaturas mais baixas e os ventos secos comuns do outono se intensificarão, facilitando o aparecimento de insônia, dores articulares e musculares, constipação, sinusite, ressecamento da pele e/ou quebra das unhas.

Maria, minha feirante preferida
Maria, minha feirante preferida

Merenda vegana para lembrar o Dia Mundial do Vegetarianismo

2281460-mensa_scHoje, 1º de outubro, se comemora o Dia Mundial do Vegetarianismo. Para não deixar a data passar em branco, todas as 413 escolas públicas de Milão ofereceram uma merenda vegana aos 80 mil alunos da rede. Elaborado pelo chef suíço Pietro Leemann, do premiado restaurante Joia, o cardápio contou com trigo sarraceno orgânico com creme de abóbora e abobrinha, salada de tofu orgânico com molho de soja (também orgânico) e uma banana. “Comer vegetariano ou vegano não é só por saúde, mas também por motivos de sustentabilidade, porque a produção intensiva de animais consome muitos recursos naturais”, escreveu em nota a Milano Ristorazione, responsável pela preparação das merendas. Segundo a presidente da empresa, Gabriella Iacono, se o cardápio vegano for bem aceito, ele será incluído em outras datas. “Assim difundimos a ideia de que um prato pode ser gostoso sem a presença de proteína animal”.

As veganas Monica e sua filha Arlene
As veganas Monica e sua filha Arlene

O vegetarianismo, porém, não é uma novidade nas merendas públicas milanesas. Mãe de Arlene, de oito anos e vegana desde os três, Monica Pozzi me contou que sempre tem uma opção vegetariana na escola da filha. Mas, segundo ela, o menu não é muito bem equilibrado nutricionalmente. “São bem monótonos na combinação. Mesmo assim, sei que minha filha, por decisão própria, nunca escolheu o prato com carne. Talvez porque tivemos a felicidade de encontrar duas professoras vegetarianas que a influenciam ou talvez porque Arlene tem dentro de si aquela consciência de total respeito e amor pelos animais”, me disse Monica.

Ao longo dessa semana, o percurso gastronômico nas escolas públicas contará ainda com cardápio meridional – típico entre as crianças judias e muçulmanas que não consomem carne de porco e estão bem familiarizadas com o grão-de-bico e a pasta de gergelim (tahine). Isso, segundo a Milano Ristorazione, também serve para promover a integração entre as crianças italianas e os muitos filhos de estrangeiros que nasceram na Itália e, obviamente, estão se formando aqui.  “Além de mostrar novas receitas, todos os menus têm como objetivo passar adiante a mensagem da inclusão e da tolerância, pois é também por meio da comida que podemos aprender a conhecer melhor aquilo que é diferente e apreciá-lo”, concluiu Gabriella Iacono. Nos dias seguintes dessa semana, serão oferecidas as merendas sem glúten, siciliana e grega.

Dia Mundial do Vegetarianismo
Comemorado no dia 1º de outubro, o Dia Mundial do Vegetarianismo foi estabelecido em 1977 pela Sociedade Vegetariana Norte-Americana. Desde então, grupos vegetarianos do mundo inteiro comemoram a data com eventos gastronômicos, manifestos ou festas. Assim eles chamam a atenção da sociedade para os problemas causados pelo consumo de carne e dos benefícios da alimentação vegetariana.

SUS milanês recomenda veganismo contra diabetes

Hoje recebi um e-mail da Società Scientifica di Nutrizione Vegetariana que só confirmou o que eu já pensava: Milão é uma daquelas sociedades evoluídas, em que você apalpa a civilidade inclusive quando precisa de um médico. O e-mail dizia que na semana passada a Asl de Milão (a Asl é como o Sistema Único de Saúde – SUS) divulgou um documento em que recomenda a alimentação vegana para pacientes com diabetes tipo 2. Intitulado Percurso diagnóstico terapêutico assistencial (Pdta), o guia é um instrumento utilizado pelos médicos da Asl para ensinar o público e os pacientes em geral sobre prevenção de doenças, diagnósticos e terapias recomendadas.

Elaborado por diversos especialistas de cinco hospitais locais e representantes da Asl, a versão atual do documento afirma no capítulo sobre terapia nutricional: “Você tem diabetes tipo 2? Torne-se vegano”. Ainda dá receitas, como massas integrais feitas com legumes e verduras, ensina sobre os diferentes modos de preparar os vegetais e como incluir a soja na alimentação. Assim, os médicos garantem que é possível normalizar a glicemia e, no caso dos pacientes gordinhos, perder até 15% do peso corporal. “O objetivo dessa iniciativa é favorecer hábitos alimentares, comportamentais, estilo de vida e condições ambientais adequadas à prevenção primária e secundária da doença, evitando as complicações que pioram o quadro de saúde e a qualidade de vida do paciente”, explicou Alberto Donzelli, responsável pelo projeto e diretor do serviço de educação da Asl. O documento é destinado a 1.100 clínicos gerais da cidade e outros especialistas que trabalham nos hospitais públicos.

Um pedaço vegano do Oriente

Sempre gostei da comida oriental vegetariana e nem mesmo a apetitosa experiência gastronômica aqui na Itália me fez mudar de ideia em relação a essa culinária de olho puxado. E para minha satisfação, como em qualquer cidade do mundo que esteja fora do continente chinês, aqui em Milão também tem uma Chinatown.

Chinatown em Milão
Chinatown em Milão

Lá você encontra basicamente muito placa com nome xing ling indicando lojas de roupas (é o que mais tem), alguns restaurantes e algumas lojinhas de produtos orientais com preços bem camaradas. Nessas dá pra achar muita coisa útil para a cozinha de qualquer vegetariano, como shoyo, algas (elas são ótimas para preparar moquecas veganas), gengibre, missô, folha de arroz… Aliás, foi com  folha de arroz comprada em um desses negócios que preparei o jantar oriental um dia desses.

A receita não tem um nome específico – chamei de enroladinho vegano porque não sou muito criativa pra dar nome em receita. E os ingredientes foram escolhidos de acordo com o que eu tinha na geladeira, mas fica uma dica para os menos experientes como eu: o alface é uma mão na roda na hora de fechar o enroladinho.

enroladinho vegano

Ingredientes
6 folhas de arroz
6 folhas de alface grandes e firmes
6 folhas de trevisana ou de radicchio lavadas
1 cenoura ralada
6 castanhas-do-Brasil trituradas grosseiramente
1 xícara de espinafre refogado e temperado com azeite e limão
Shoyo opcional
Azeite e ervas aromáticas a gosto

Preparo: Lave as folhas de alface, seque-as e reserve. Em uma chapa bem quente, grelhe rapidamente dos dois lados as folhas de trevisana ou de radicchio com um pouquinho de açúcar para tirar o amargo. Retire-as da chapa e coloque-as em um prato fundo com  azeite e ervas aromáticas. Reserve todos os ingredientes. Encha de água gelada uma tigela redonda e bem larga (eu usei a frigideira mais larga que tinha aqui em casa) e mergulhe uma folha de arroz por vez nessa água por 15 segundos para hidratar. Retire-a com cuidado para não quebrá-la e disponha-a em uma tábua seca. Por cima da folha de arroz hidratada coloque uma folha de alface, uma de trevisana ou de radicchio, um pouco de espinafre, um pouco de cenoura e um pouco de castanha. Enrole tudo isso para fazer os enroladinhos.  Para facilitar na hora de comer, corte-os ao meio ou em mais pedaços e use as mãos, nada de talheres. Tempere com um pouquinho de shoyo antes de dar uma mordida. Essa quantidade de ingrediente serve duas pessoas.

Se você não gosta de cozinhar, mas adora turistar, o centro da Chinatown milanesa fica na Via Paolo Sarpi.